Exposição reune performance, pintura, desenho, escultura, instalação, vídeo e música no BDMG Cultural

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“Cada escolha poética é um bem para a humanidade, gatilho para o futuro agora, presença consciente no mundo”. Essa frase é da artista paulista (mas que mora em BH) Carolina Botura, que foi selecionada pelo programa de artes visuais do BDMG Cultural, Mostras BDMG, com a exposição inédita Casa para um animal, com curadoria de Marco Paulo Rolla.

Carolina Botura é poeta graduada em escultura e pintura pela Escola Guignard. É co-idealizadora da VESPA (via de experimento em performance e ação) e da Ex tre MA Residência Artística e festival de punk, noise, metal, experimental, além de ser a idealizadora da residência itinerante em artes vivas, Líquen. A artista integra o projeto musical B∆siLåßusi – banda punk plástica acionista, e O∆H, dedicado ao ritual noise ambiente. Participou no ano passado do 3º Festival de Vídeo Arte MoveMundo e 2ª Mostra Feminista de Arte e Resistência, realizados em Minas Gerais. Botura também participou de residências e foi selecionada para projetos no Brasil e exterior.

A exposição, de acordo com Botura, é um convite ao público. A artista prefere não definir o seu trabalho, mas aguardar as sensações, pois segundo ela,  a exposição irá se definir a medida em que ela chegar na galeria com sua “parafernalha”. “Acredito no movimento, tudo que é vivo dança, tudo que é morto dança. Vou atrás da caverna, continuando o trabalho dos antigos. Numa pintura estão todas as pinturas do mundo, sem que seja preciso abandonar este espaço e tempo. E se observamos bem, mesmo parado, tudo se move”, conta Carolina.

Fotos: Danilo Nacimento

Fotos: Danilo Nacimento

 

As obras que serão mostradas relacionam-se com três palavras-chave: fragmento, caos e amor. “O espaço entre une ou separa as coisas?”, questiona a artista.

Suas obras são como uma chuva de meteoros, choques que provocam conexões e desconexões. “Algo definitivamente irá se quebrar, romper, acontece de graça porque nada é fixo, mas é sobretudo dentro de uma ordem que isso acontece. Eu olho para isso, para como essa desordem se organiza formalmente no espaço”, completa.

Usando a galeria como uma ordem na qual irá trabalhar, Botura utilizará essa observação para relacionar seu universo ao cubo-branco, aliada  ao tempo que endurece e amolece as coisas e que é seu maior instrumento. “Como um pincel, utilizo chuva, sol, frio, vento. Me emociona a mutação da matéria, a criação infinita por soma e subtração. Gosto de observar a vida nas coisas mortas e a morte nas coisas vivas. Construo coisas quebradas como uma forma de viajar no tempo e conhecer o infinito, brecha do ‘kaos’, meteoros. Nada precisa fazer sentido. É muito diferente quando os pedaços caem como uma chuva, nunca será em linha, ou então é Mega Sena, é Tele Sena”, comenta.

Durante o período de exposição, haverá atividades desenvolvidas por Botura na galeria de arte. A visitação se estenderá até o dia 10 de maio, diariamente, inclusive sábados, domingos e feriados, de 10h às 18h. Às quintas-feiras, de 10h às 21h. O acesso é gratuito.

Programação

27/04 – 16h20

Lançamento do catálogo

Pôr do sol com BΔsILåbÜsi (banda punk plástica acionista)

 04/05 – 19h às 21h

OAH – sônica (ritual noise e ambiente)

10/05

Encerramento

X: performance por performance de Carolina Botura

“Casa para um animal”, de Carolina Botura

Abertura: 7 de abril, às 19h

Visitação: de 7 de abril a 10 de maio, diariamente (inclusive sábados, domingos e feriados), de 10h às 18h

Horário estendido: quinta-feira, de 10h às 21h

Galeria de Arte do BDMG Cultural – Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes

O acesso é gratuito – Mais informações: (31) 3219-8691

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